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Dia Internacional da Mulher Indígena: professora catarinense é cacique de uma aldeia e inspira outras mulheres
Nesta terça-feira, 5, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Indígena e, em Santa Catarina, uma professora é exemplo de protagonismo. Marisa de ...
05/09/2023 17h13
Por: Redação Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Nesta terça-feira, 5, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Indígena e, em Santa Catarina, uma professora é exemplo de protagonismo. Marisa de Oliveira, de 33 anos, sempre esteve envolvida nas causas comunitárias e no ano passado foi eleita cacique da Aldeia Itanhaém, em Biguaçu. Hoje inspira outras mulheres a ocuparem o espaço que desejam.

Há 16 anos ela deixou uma aldeia em Imaruí, onde vivia, e se mudou para Biguaçu onde moravam alguns parentes. Na Itanhaém, como professora ela se envolveu ainda mais nos assuntos da comunidade e acabou seguindo uma tradição familiar. “O cacique da aldeia era meu tio. Aí ele foi embora e ficou meu irmão e no ano passado eu fui eleita cacique”, disse.

Marisa conta que, na função, participa de todas as reuniões, conversa com os indígenas mais velhos e está acostumada com essa rotina, mas avalia que, ao mesmo tempo, é um desafio e uma grande responsabilidade liderar toda a aldeia onde vivem cerca de 130 pessoas.

Por ser uma mulher, ela acredita que como cacique tem um olhar diferenciado de cuidado com o povo da sua aldeia. “As mulheres têm um olhar mais cuidadoso né? A gente sempre tenta sim organizar para que fique tudo certo com as famílias que vivem aqui, que tenham alimento, escola”, ressalta.

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Hoje, ela desempenha um papel fundamental na preservação de sua cultura, língua e tradições. Para ela o principal desafio na atualidade é conseguir melhorias para os guaranis. “Temos uma tradição, uma cultura e sempre estamos seguindo. Eu tento sempre estar falando isso para as novas gerações, de sempre estar no caminho da nossa cultura, mas o difícil mesmo é trazer recurso para a aldeia. Sigo buscando melhorias indo nas reuniões, fazendo as reivindicações do que estamos precisando.”

Boa parte das famílias se mantém por meio de agricultura de subsistência e com a venda do artesanato comercializado em várias cidades. Marisa busca auxiliar os demais indígenas até mesmo postando as peças na internet, o que ajuda na divulgação e também na venda.

Ela garante que se sente orgulhosa em liderar a aldeia e procura inspirar outras mulheres a ocupar o espaço que quiserem. “Me sinto orgulhosa em estar representando as mulheres como cacique. A gente tem muita força e precisamos ocupar cada espaço, assim como os homens”.   

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Santa Catarina tem 21 mil indígenas

Atualmente, vivem em Santa Catarina mais de 21 mil indígenas das etnias Guarani, Kaingang e Xokleng. A Secretara de Estado da Assistência Social, Mulher e Família monitora e acompanha a situação de todos os povos fazendo visitas regulares por meio da equipe da Gerência de Políticas para Igualdade Racial e Imigrantes para avaliar, principalmente, o atendimento socioassistencial, mas se constatadas dificuldades em outras áreas, a SAS faz a interlocução com o órgão responsável por essa demanda.

A secretária da SAS, Maria Helena Zimmermann, destaca que o Governo do Estado segue trabalhando no fortalecimento das políticas públicas para os indígenas. “Recentemente o governador Jorginho Mello recebeu lideranças indígenas de todo o estado e ouviu suas demandas e encaminhamentos já foram realizados”, afirma.

Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família
Texto e foto: Helena Marquardt / Ascom SAS
(48) 3664-0916

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