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Comissão aprova novas regras para blindagem de tetos solares e prevê proteção parcial
Texto precisa passar pela análise da CCJ e pelo Plenário
11/02/2026 11h37
Por: Redação Fonte: Agência Câmara

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece que a blindagem de tetos solares em veículos particulares deve ser feita, obrigatoriamente, com uma peça única e fixa. O teto não poderá ter mecanismo de abertura ou deslizamento. O objetivo é evitar pontos de vulnerabilidade na estrutura do veículo.

O nível de proteção balística do teto deverá ser igual ao das demais partes do veículo.

A proposta também proíbe a reautoclavagem – um tipo de reparo estético em vidros blindados que apresentam bolhas ou descolamento (delaminação). Caso o vidro sofra qualquer avaria ou desgaste, deverá ser substituído integralmente por uma peça nova, com rastreabilidade do material descartado.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado General Pazuello (PL-RJ), para o Projeto de Lei 982/22 , do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), e seu apensado, PL 607/23, do deputado Sargento Gonçalves (PL-RN). A nova proposta reúne o conteúdo dos dois projetos.

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“O PL busca eliminar lacunas na segurança e garantir maior uniformidade na aplicação das tecnologias de proteção balística”, afirma Pazuello. “Essa medida se impõe por razões de engenharia e segurança física, evitando o colapso estrutural em caso de impacto.”

Blindagem parcial
O substitutivo também autoriza a blindagem parcial de veículos, tanto para uso particular quanto oficial. Essa modalidade permite proteger apenas partes da carroceria ou dos vidros e pode ter custo menor.

O documento do veículo deverá informar quais partes estão protegidas. No interior do carro, deverá haver aviso visual sobre as limitações da proteção. O veículo não poderá ter identificação externa da blindagem parcial, para evitar exposição de eventuais vulnerabilidades.

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O relator, General Pazuello, defendeu as medidas como essenciais para a segurança física dos usuários. “A segurança não pode ser ilusória. A blindagem parcial exige transparência absoluta para o usuário, sem expô-lo ao risco externo”, afirmou.

Ele acrescentou que o texto estabelece critérios claros para reduzir riscos aos cidadãos diante do cenário de violência nas vias públicas.

Legislação
A blindagem de veículos no Brasil é controlada principalmente pelo Exército. O processo tem normas rigorosas de segurança. Entre elas, está a exigência de que o nível de proteção balística seja uniforme em todo o veículo. Blindagens inservíveis ou com avarias devem ser destruídas.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro determina que, no caso de blindagem, não pode ser exigido documento ou autorização adicional para registro ou licenciamento no órgão de trânsito.

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Próximos passos
Antes da Comissão de Segurança Pública, os projetos foram rejeitados na Comissão de Viação e Transportes. Agora, o novo texto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ainda para o Plenário da Câmara, em razão de ter recebido pareceres divergentes nas comissões que analisam o mérito da proposta.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.