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Na FCJA: historiadora Lúcia Guerra lança o livro ‘Memória e verdade sobre a ditadura’

O surgimento e a consolidação da ditadura civil-militarno Brasil e o longo processo de democratização do país, mostrando avanços e recuos, são a li...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraíba
29/12/2025 às 13h25
Na FCJA: historiadora Lúcia Guerra lança o livro ‘Memória e verdade sobre a ditadura’
Foto: Reprodução/Secom Paraíba

O surgimento e a consolidação da ditadura civil-militarno Brasil e o longo processo de democratização do país, mostrando avanços e recuos, são a linha centraldo livro ‘Memória e verdade sobre a ditadura: raspando as cores para o mofo aparecer’, da historiadora, pesquisadora e professora Lúcia de Fátima Guerra Ferreira, a ser lançado nesta terça-feira (30), às 16h30, no hall do Anexo I, da Fundação Casa de José Américo (FCJA), localizada na Avenida Cabo Branco, 3336, na orla da capital paraibana.

A obra, com 343 páginas e publicada pela Editora do Centro de Comunicação, Turismo e Artes da Universidade Federal da Paraíba (CCTA/UFPB), reúne textos de Lúcia Guerra publicados em várias revistas e livros. Além de professora titular aposentada da UFPB, a autora exerce o cargo de gerente executiva de Documentação e Arquivo da FCJA, integra a Comissão de Instalação do Memorial da Democracia da Paraíba e coordena o Projeto Preservação da Memória e Difusão Educativa, Cultural e Científica do Acervo da Fundação Casa de José Américo.

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No lançamento, faremos uma homenagem ao meu pai, Afrânio Montenegro Guerra, que completaria 100 anos neste mês de dezembro”, adianta Lúcia Guerra, informando que a publicação do livro também marca seus 70 anos. Com apresentação do professor Carmélio Reynaldo Ferreira (marido da autora) e prefácio assinado por Maria de Nazaré Tavares Zenaide, o livro ‘Memória e verdade sobre a ditadura’ traz os textos do professor de Filosofia Giuseppe Tosi na contracapa e do jornalista Fernando Moura, presidente da FCJA, na orelha da publicação.

A coletânea de textos da obra, ressalta Giuseppe Tosi, foi escrita em sua maior parte em colaboração com colegas e estudantes. Os escritos se dedicam a analisar em profundidade vários aspectos das ditaduras militares na América Latina, no Brasil e, sobretudo, na Paraíba. “Todos os ensaios procuram responder a uma questão central: quais foram as forças econômicas e políticas internas e internacionais que promoveram o regime de exceção no Brasil, com o seu rasto de violência, de mortes, de destruição?”, aponta Giuseppe Tosi em seu texto. “E por que, apesar das lutas de resistência, o fantasma do golpe e do autoritarismo continua assombrando a frágil democracia brasileira?”.

O livro é dividido em três partes: ‘Direitos humanos e a política de memória’; ‘Memória e verdade sobre a ditadura na Paraíba’; e ‘Contribuição da Fundação Basso na luta por memória no Brasil’. “Lúcia Guerra não deixa a história em paz. Mulher de luta, inquieta e energizada, chega aos 70 anos com a voracidade de quem está começando uma trajetória brilhante, não satisfeita com as décadas dedicadas ao magistério e à pesquisa, varando o tempo à cata de verdades e reparações”, ressalta Fernando Moura na orelha do livro.

Em seu campo de trabalho”, continua Moura, “nada é definitivo, acabado, concluído. A história é assim: incompleta, fragmentada, tendenciosa. Daí o papel crucial de historiadoras como a autora/organizadora deste libelo à democracia, debulhando camadas de esquecimento em torno de temas ‘incômodos’ como ditaduras, rupturas civis e violações aos direitos humanos, no Brasil, na América Latina e em outras partes do planeta”.

Lúcia de Fátima Guerra Ferreira nasceu em João Pessoa, em 2 de dezembro de 1955. Com formação acadêmica em História, sendo a graduação na Universidade Federal da Paraíba, mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorado na Universidade de São Paulo (USP).

A professora está na Fundação Casa de José Américo desde janeiro de 2018, como diretora do Departamento de Documentação e Arquivo e, a partir de 2019, gerente executiva de Documentação e Arquivo. Ela foi professora da Secretaria Estadual da Educação de 1976 a 1985, nas Escolas Presidente Médici (ensino fundamental) e Professora Úrsula Lianza (ensino médio). Ainda no magistério; professora concursada para o Curso de História na UFPB, campus de Campina Grande (1985/1987) e campus de João Pessoa (1987/2017) – coordenadora dos Núcleos de Documentação e Informação Histórica Regional (NDIHR) e de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH).

Presidente da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos da UFPB, Lúcia Guerra foi coordenadora dos Cursos de Especialização em Organização de Arquivos e em Educação em Direitos Humanos; coordenadora dos projetos de organização dos arquivos da Arquidiocese da Paraíba e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP); e pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, sendo presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Ela também atuou na Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba e atua no Comitê Paraibano Memória, Verdade e Justiça.

Filha do casal Afrânio Montenegro Guerra e Dalva Albuquerque Guerra, Lúcia Guerra é professora titular aposentada do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba. É autora dos livros ‘Raízes da Indústria da Seca: o caso da Paraíba’ (1993), ‘Igreja e Romanização: a implantação da Diocese da Paraíba’ (2015); e coautora do livro ‘Direito à memória e à verdade: saberes e práticas docentes’ (2016).

Lúcia Guerra ainda é coorganizadora de 27 livros, dentre os quais ‘Justiça de Transição: direito à justiça, à memória e à verdade’ (2014), ‘Educação em Direitos Humanos & Educação para os Direitos Humanos’ (2014), ‘Diversidades e cidadania: a educação em direitos humanos na escola’ (2018), ‘40 anos da Anistia no Brasil’ (2021) e ‘A Paraíba e Seus Problemas Cem Anos Depois’ (2023).

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