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Curso de Enfermagem da UEPG realiza primeiro Coil

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio do curso de Enfermagem, realizou, oficialmente, sua primeira atividade de Aprendizagem Onl...

Redação
Por: Redação Fonte: UEPG
24/06/2024 às 11h31
Curso de Enfermagem da UEPG realiza primeiro Coil
Foto: Reprodução/UEPG

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio do curso de Enfermagem, realizou, oficialmente, sua primeira atividade de Aprendizagem Online Internacional Colaborativa (Collaborative Online International Learning Coil). A programação aconteceu por meio de uma parceria entre a professora Jacy Aurelia Vieira de Sousa e a professora Erika Quishpe, da Pontifícia Universidade Católica do Equador (PUC-Equador).

Jacy conta que o Coil é uma estratégia muito utilizada pelos professores estrangeiros, mas que, de um tempo para cá, “os brasileiros têm se organizado mais para isso. O objetivo é unir duas ou mais visões acerca de um tema específico, com olhar principalmente multicultural”, esclarece. Segundo a diretora do Escritório de Relações Internacionais da UEPG (ERI-UEPG), professora Sulany Santos, o Coil é utilizado por diversas universidades há mais de 20 anos. “Têm sido realizados desde projetos mais extensos a discussões pontuais sobre determinados tópicos relacionados às disciplinas. A única exigência é que os estudantes de ambos países trabalhem colaborativamente”, explica.

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As atividades de Aprendizagem Online Internacional Colaborativa são desenvolvidas em disciplinas presenciais, salienta Sulany. Podem ser síncronas ou assíncronas, sendo necessários uma plataforma e dispositivos que permitam a interação virtual entre os alunos. Além disso, a duração das ações é definida pelos professores que montam o programa conjuntamente.

Além de ser o primeiro Coil oficial da UEPG, esta também foi a primeira experiência das professoras Jacy e Erika, que se conheceram de maneira virtual em um evento sobre esse tipo de atividade de internacionalização e decidiram firmar a parceria. O grupo conduzido pelas professoras reuniu cerca de 60 estudantes brasileiros e equatorianos, que realizaram tarefas relacionadas ao tema da saúde do idoso durante o primeiro semestre de 2024.

“Nós escolhemos temáticas que eram pertinentes à saúde do idoso, mas também tinham relação com a disciplina de Medicina oferecida pela professora Erika”, conta Jacy. A professora Erika relembra que o grupo utilizou o apoio da plataforma Padlet e desenvolveu três atividades. “Fizemos um ‘Quebra-gelo’, em que cada estudante subiu um vídeo com uma apresentação pessoal para os demais, e comentou as apresentações dos companheiros. Depois, houve o ‘Desenvolvimento’, em que nos reunimos por Zoom para o trabalho em equipe, onde foram divididos 5 grupos que apresentaram o caso de uma pessoa com uma enfermidade ou algum problema selecionado previamente e responderam algumas perguntas; e a ‘Reflexão’, em que, de maneira assíncrona, eles completaram o informe final com reflexões sobre atividades realizadas”, detalha Erika.

Internacionalização em casa

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
“O Coil democratiza o acesso à internacionalização, abre novas fronteiras para a interculturalidade, propicia networking e oportuniza sobretudo uma experiência internacional para os professores e alunos”, destaca a professora Sulany. A diretora do ERI explica que o Coil vai muito além de uma mobilidade internacional virtual; é uma atividade de internacionalização em casa, “pois permite que os alunos e professores tenham contato uns com os outros e não somente adquiram conhecimentos”, destaca. Sulany ressalta que esta também é uma atividade que abre caminhos para que os currículos sejam repensados para que possam se tornar mais internacionalizados.

Rubia Maria Milas é estudante de Enfermagem da UEPG, uma das 60 participantes da atividade desenvolvida pelas professoras Jacy e Erika. Ela relembra que teve uma participação bem ativa no Coil. Animada para entrar em contato com pessoas de outras culturas, a aluna que se considera comunicativa e extrovertida saiu da zona de conforto, como ela mesma conta, e abriu a mente depois desta experiência.

“Uma das tarefas que tínhamos que fazer durante o Coil era uma discussão em torno de um caso clínico de um paciente com determinada doença; discutir qual abordagem teríamos com aquele paciente, em cada país”, relata Rubia. “É fácil você pesquisar no Google sobre o sistema de saúde de cada um, mas ter esse contato, discutir e ouvir uma pessoa daquele país explicando sobre isso é totalmente diferente! É uma experiência única”, afirma.

A comunicação e o fuso-horário, que poderiam tornar-se desafios em um tipo de atividade como este, foram obstáculos facilmente contornados. No momento em que as aulas aconteciam, a diferença de horário entre Equador e Brasil (Paraná) era de apenas 2 horas. Então, ainda que a turma realizasse atividades síncronas, todos os estudantes puderam ser contemplados, pois estavam em seu horário regular de aulas.

Em relação ao idioma, a professora Jacy faz questão de agradecer ao apoio da Escola de Línguas, Literaturas e Culturas da UEPG (Eslin), que foi onde teve aulas de Espanhol. Jacy comenta que, hoje em dia, com ferramentas de tradução online, a barreira do idioma deixa de ser intransponível. “O processo fluiu, os alunos foram muito parceiros, eles se empolgaram bastante inclusive nos vídeos de apresentação”, relata a professora. “Eles filmaram a Universidade, filmaram espaços do laboratório de enfermagem, filmaram Ponta Grossa, o lago de Olarias… A devolutiva foi bem positiva”.

Certificação

Após a conclusão das atividades, os estudantes irão receber um certificado conjunto de mobilidade virtual internacional assinado pelas duas instituições. “Eu acho que é um meio pelo qual a UEPG pode ser cada vez mais vista e lembrada lá fora”, afirma a professora Jacy. A partir da iniciativa das professoras Jacy e Erika, ambas apresentaram um poster sobre Coil num evento internacional. Recentemente, a professora Erika foi contemplada por um edital e virá ao Brasil como professora visitante durante sete dias.

Para se informar a respeito das possibilidades em Aprendizagem Online Internacional Colaborativa, a professora Sulany indica alguns portais: Brazilian Virtual Exchange – Brave , coordenado pela Unesp; a Red Latinoamericana Coil , coordenada pela Universidad Veracruzana do México; o Suny Coil Center, sediado na State University of New York, nos Estados Unidos – esta universidade foi a pioneira em Coil, com propostas desde o início dos anos 2000.

Texto e fotos: Domitila Gonzalez.

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