Agricultura São Paulo
Duas cientistas do Instituto Agronômico estão entre as 100 mulheres doutoras do agro
Lista da Forbes destacou cientistas femininas do agro brasileiro para celebrar o Dia Internacional da Mulher Rural O post Duas cientistas do Instit...
27/10/2023 21h45
Por: Redação Fonte: Secom SP

Ser mulher e se destacar profissionalmente é um desafio diário. Em um universo predominante masculino, como o do agro, o protagonismo feminino tem papel ainda mais relevante ao destacar a competência da mulher nas mais diversas áreas de atuação. Duas das 50 pesquisadoras do Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, estão na lista das 100 mulheres doutoras do agro.

Leila Luci Dinardo-Miranda e Larissa Caixeta estão na reportagem feita pela Forbes e divulgada em 15 de outubro, no Dia Internacional da Mulher Rural.

A homenagem destacou profissionais que se dedicam por longos anos até conseguirem o título de doutoras e contribuírem com o progresso da produção de alimentos, fibras e bioenergia.

Referência nacional em manejo integrado de pragas e nematoides na canavicultura, Leila Luci Dinardo-Miranda é pesquisadora do Centro de Cana do IAC desde 1994. Os resultados de suas pesquisas chegam como soluções sustentáveis a diversas regiões canavieiras do Brasil e são compartilhados com outros países. A cientista tem doutorado em genética e é diretora do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Cana do IAC, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

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“Fiquei muito feliz pelo reconhecimento ao meu trabalho de tantos anos, por ter sido lembrada por pessoas que nem sei quem são! Tenho 40 anos de formada e sempre fiz pesquisas com cana. É um prazer muito grande trabalhar com isso, eu gosto (diz enfaticamente). Meu trabalho é grande parte da minha vida; depois da minha família, é minha grande paixão”, diz Leila.

Larissa Caixeta realiza pesquisas em nematologia, mesma área em que desenvolveu seu doutorado. No IAC, atuou de 2017 a 2022 como pesquisadora de pós-doutorado, vinculada à Pós-Graduação do IAC, e ao Centro de Café “Alcides Carvalho”, onde pesquisava a resistência genética do cafeeiro a nematoides. Atualmente, dá continuidade a esse estudo no Instituto Biológico, também ligado à APTA, em parceria com o IAC.

“Tenho muito orgulho de toda a trajetória nesses meus 17 anos dedicados à pesquisa e de fazer parte da lista das 100 mulheres doutoras do agronegócio, representando várias outras que realizam trabalhos fantásticos em nosso Brasil”, diz.

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Larissa fez mestrado na Universidade Federal Rural de Pernambuco, que serviu como ponte para o doutorado, realizado na Universidade de Brasília e na Universidade da Califórnia, em Riverside, nos Estados Unidos.

Leia a matéria na integra: https://forbes.com.br/forbesagro/2023/10/lista-forbes-das-100-mulheres-doutoras-do-agro/?utm_campaign=later-linkinbio-forbesagro&utm_content=later-38552214&utm_medium=social&utm_source=linkin.bio

“Agradeço por esse reconhecimento e divido com todas essas pessoas.” Leila Luci Dinardo-Miranda

A cientista, que também é esposa, mãe e filha, comenta que ela não conquistou esse reconhecimento “só” pelo seu trabalho. Ressalta que para construir essa carreira foi fundamental o apoio de diversas pessoas.

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“Sou casada, tenho marido, tenho filhas que sempre conviveram comigo trabalhando, viajando e sempre entenderam. Meu marido sempre me deu bastante apoio; meus pais me apoiaram quando minhas filhas eram pequenas. Tive também um apoio muito grande da equipe dentro do IAC, meu diretor, Marcos Landell, sempre me apoiou; são pessoas que me ajudaram e me ajudam ainda com os experimentos”, relata.

Leila conta que essas pessoas a ajudam não somente por oferecerem sua própria mão de obra, mas também por serem profissionais que contribuem com a pesquisa e evoluem com a pesquisadora.

>Leila Luci Dinardo-Miranda, engenheira agrônoma e doutora em genética desde 1994

“Se não fosse essa rede enorme de apoio que tive, na minha casa e no meu trabalho, nas usinas que participaram desse trabalho comigo, eu não teria feito nem metade daquilo que eu fiz e esse reconhecimento não viria”, afirma.

“Desde criança sempre sonhei em ser pesquisadora. No pós-doutorado, as portas se abriram, mais uma vez, me permitindo trabalhar no renomado Instituto Agronômico”, diz Larissa Caixeta.

“O caminho da pesquisa é árduo, porém gratificante, principalmente quando encontramos nesse caminho pessoas que nos levam além. Sou muito grata aos meus colegas e meus mestres por todos os ensinamentos, parceria e exemplos, que carregarei por toda vida”, completa.

Ela lembra que ao ingressar no curso de Engenharia Agronômica, na Universidade Federal de Viçosa, já almejava seguir a carreira acadêmica.

“Minha jornada começou com a iniciação científica, em 2006, onde as portas se abriram para a pesquisa e mergulhei no fascinante mundo da nematologia. No IAC, foi um desafio imenso conciliar esta área de estudo com o melhoramento genético do cafeeiro. Contudo, foi muito gratificante poder ter contribuído com pesquisas de grande impacto para a cafeicultura brasileira, dentre elas, o desenvolvimento da cultivar IAC Herculândia, com múltipla resistência aos nematoides das galhas”, ressalta.