05/12/2016 08:52

‘Gatos’ em energia elétrica na PB causam prejuízos de R$ 189 milhões em três anos

Na Paraíba, 120 mil clientes furtaram energia elétrica este ano, segundo dados da p...

Na Paraíba, 120 mil clientes furtaram energia elétrica este ano, segundo dados da própria concessionária, a Energisa

Embora a Energisa venha aumentando as fiscalizações, o furto de energia elétrica na Paraíba aumentou, seguidamente, nos últimos três anos. A concessionária estima que só em 2016 a perda já chegou a 154.885 megawatts/hora. Isso representa um prejuízo de R$ 78,4 milhões. Até o mês de novembro, com esses furtos, a Energisa deixou de repassar ao Estado R$ 16,6 milhões de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nos três últimos anos, os prejuízos já somaram R$ 189 milhões.

A escalada do ‘gato’ (como é popularmente conhecido o furto de energia), é crescente. Em 2014, a Energisa teve uma ‘perda não técnica’ de 111.586 megawatts/hora. O prejuízo naquele ano atingiu R$ 58,5 milhões. Foram pouco mais de R$ 14,6 milhões de ICMS que deixaram de entrar nos cofres estaduais.

Em 2015, a ‘perda não técnica’ teve um ligeiro decréscimo, chegando a 102.515 megawatts/hora, com prejuízo estimado de mais de R$ 52 milhões. Este ano, o prejuízo disparou na casa dos R$ 78,4 milhões, como se 120 mil clientes da Energisa tivessem fizeram ‘gatos’.

O presidente da empresa, André Theobald, explicou que há investimentos frequentes em tecnologia e houve intensificação das operações contra esse tipo de furto. Mesmo assim, houve um aumento considerável desse crime.

Recentemente, a Energisa entregou a subestação do município de Soledade, para melhorar a qualidade da energia fornecida para aproximadamente 8,4 mil unidades, num investimento de R$ 5 milhões. Além de Soledade, foram atendidos os municípios de Juazeirinho e Olivedos. Só com o valor dos prejuízos deste ano, daria para Energisa construir 16 dessas subestações pelo estado.

Quando o furto é descoberto, uma equipe técnica da Energisa vai ao local do crime, com peritos e policiais. A energia é cortada e os responsáveis respondem criminalmente. As penas podem chegar a 12 anos de prisão. No último dia 26, na cidade de Pombal, no Sertão paraibano, uma advogada foi presa por furto de energia.

André Theobald acredita que a crise financeira contribuiu para essa incidência de furto de energia, mas ressalta que ele não ocorre apenas em comunidades carentes. “Nosso grande problema são os grandes consumidores, pessoas físicas e jurídicas. Nosso tratamento é igual para todos. Não temos contemplação”, disse.



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