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15/07/2017 22:32

Foguete chinês que está caindo na Terra é observado no céu de JP; confira fotos e vídeo

Foguete foi lançado há pouco menos de um ano, no Xichang Satellite Launch Center, n...

Foguete foi lançado há pouco menos de um ano, no Xichang Satellite Launch Center, na China; astrônomo alerta que o objeto pode estar perdendo altitude mais rápido do que o esperado

Objeto foi visto a partir de estação de observação em JP

Objeto foi visto a partir de estação de observação em JP

O corpo do foguete chinês Chang Zheng 3B foi registrado passando sobre a cidade de João Pessoa, na Paraíba, na madrugada dessa sexta-feira (14). O registro foi feito por observadores da estação JPZ1/PB (localizada no bairro Brisamar, na Zona Leste da Capital), da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon). Comente no fim da matéria e veja vídeo e fotos abaixo

Quem quiser acompanhar os últimos momentos de ‘vida’ desse objeto, pode acessar este link.



Segundo o astrônomo Marcelo Zurita, membro da Bramon e da Associação Paraibana de Astronomia (APA), o foguete, catalogado com o NORAD 41726 (número do rastreamento em catálogo de objetos em órbita), foi lançado há pouco menos de um ano, no dia 6 de agosto de 2016, no Xichang Satellite Launch Center, na China. A reentrada dele na atmosfera está prevista para ocorrer no próximo dia 23 de julho, às 19h20 (horário universal – hora do Meridiano de Greenwich, sem horário de verão, ou três horas a mais que o horário de Brasília), entretanto, conforme alertou Marcelo, nesta passagem registrada pela estação em João Pessoa, ele estava 7 minutos e 32 segundos adiantado em relação ao horário calculado com base na medição feita no dia anterior, o que pode indicar que ele está perdendo altitude mais rápido do que o esperado.

“No momento desse registro, ele estava muito próximo do seu perigeu (ponto em que está mais próximo do planeta), onde passou a menos de 180 km da superfície da Terra. Nessa altura, e em uma velocidade de apenas 27 mil km por hora, ele não é capaz de ionizar a atmosfera e produzir luminosidade (queimar durante a reentrada)”, explicou Marcelo, acrescentando que, na imagem registrada, o foguete brilha porque reflete a luz do Sol que já iluminava a atmosfera naquela altitude.

“A variação de brilho ao longo da trajetória indica que o objeto estava girando, o que é normal para qualquer lixo espacial. Geralmente, uma volta completa gera dois flashes, mas nessa imagem é possível ver um flash menor entre os dois primeiros flashes, certamente por conta de uma terceira superfície menor que refletiu a luz solar durante a rotação. Ignorando esse flash menor, o período dos dois primeiros flashes é de 2,785 segundos, o que indica que o objeto está girando em órbita a 21,54 rotações por minuto”, concluiu o astrônomo.

O equipamento que a estação JPZ1/PB da Bramon utiliza para captar esse tipo de cena é simples e corresponde apenas a uma câmera de vigilância, semelhante às usadas em bancos e outros estabelecimentos, tendo ela sensibilidade para o registro de imagens com ausência de luminosidade.

Quem quiser acompanhar os últimos momentos de ‘vida’ desse objeto, pode acessar este link.